ELEIÇÕES NA COSTA RICA

Acontece neste domingo, 04 de fevereiro, , em que 13 candidatos concorrem a cadeira presidencial, sendo que nenhum deles conseguiu sequer 20% nas pesquisas de intenção de voto. Mesmo assim, o populista de direita (Partido da Integração Nacional – ), ex-ministro da Justiça, lidera as pesquisas com discurso favorável à intensificação da repressão contra os pobres, ele é considerado o Donald Trump da Costa Rica. Em segundo lugar aparece o evangélico (Restauração Nacional – ). Em terceiro, o candidato liberal, (Partido Liberação Nacional – ).

Um eleitor que se prepara para lançar uma votação durante a eleição presidencial em uma estação de voto em San Jose, Costa Rica, 4 de fevereiro de 2018. REUTERS/Randall Campos

Isso quer dizer que vai haver segundo turno nas eleições com presença provável de dois candidatos de direita. Isso serve para justificar o baixo nível de interesse dos 3,3 milhões de pessoas habilitadas a participar das eleições, em que 30% dos eleitores se manifestavam indecisos e a grande maioria afirmava que não iria comparecer para votar, isso se observou em Palenque Margarita: dos 700 eleitores inscritos somente 300 compareceram para votar. Nenhum dos candidatos colocou na pauta da campanha a questão agrária e o problema indígena. O Censo de 2011 apontou que 2,4% da população de Costa Rica são indígenas. Os indígenas malekus, por exemplo, ainda lutam pelo acesso à terra.

Como em outras partes da América Latina, observa-se uma crise expressiva nos partidos tradicionais e uma desilusão dos eleitores com o pleito, um fenômeno que tem beneficiado muito mais os partidos de direita, que geralmente apresentam respostas fáceis para resolver os problemas sociais e econômicos.

Fonte da Imagem: https://goo.gl/AGD6gX

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