ELEIÇÕES NA VENEZUELA E BALANÇO DO GOVERNO DE NICOLÁS MADURO

O Partido Socialista Unido da Venezuela () confirmou, na última sexta-feira, o nome de para concorrer às eleições presidenciais em 2018. A perspectiva é que as eleições aconteçam até 30 de abril de 2018.

As atitudes golpistas da oposição de direita e extrema-direita, com aval do parlamento, obrigou a convocação da Assembleia Constituinte que acabou sendo boicotada pelos aliados do imperialismo norte-americano e serviu para fortalecer o . A coalizão dos aliados do imperialismo está abalada, pois os principais opositores dos interesses venezuelanos estão na cadeia pelas atitudes golpistas, como Henrique Capriles; com direitos políticos suspensos, como Leopoldo López e Miguel Rodrigues Torres; exilados no exterior, como Antonio Ledezma. Por isso que o Secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson viaja pela América Latina no sentido de fortalecer o embargo econômico da Venezuela e promover a instabilidade política e socioeconômica do país.

O governo Maduro teve que endurecer sua atitude contra a oposição depois de uma década conciliando com a nacional; no entanto, quanto mais negociar com a oposição, mas ela colocava em xeque o governo e ameaçava a estabilidade econômica, desabastecendo as prateleiras e promovendo boicotes dos produtos essenciais ao atendimento da população.

Isso obrigou o governo a adotar uma posição intransigente em relação à oposição de direita, por isso que a maioria de seus líderes estão fora do pleito eleitoral, o que fortalecer a continuidade de Maduro no poder e suscita a fúria dos contra a Venezuela. A maior manifestação disso é a intensificação do boicote econômico norte-americano intensificado com o presidente Donald Trump, em agosto de 2017.

O bloqueio econômico tem como propósito aprofundar o processo de interrupção da exportação de petróleo do país e, consequentemente, intensificar a escassez dos gêneros de primeira necessidade importados, que caíram 50% quando comparados com 2015. Na verdade, os EUA se constituem como principal ameaça aos direitos humanos na Venezuela.

É preciso salientar que o governo Nicolás Maduro não adotou nenhuma política substancial contra , pois vendeu ao banco Goldman Sachs uma parte das ações da estatal PDVSA pelo valor de US$ 2,8 bilhões, recebendo somente US$ 865 milhões. Ele também segue pagando os juros da dívida pública, desconsiderando o quanto isso afeta os interesses da . Apesar de politicamente adotar uma postura contra o imperialismo norte-americano, com apoio da China e da Rússia, Nicolás Maduro alimenta financeiro quando permanece pagando os juros da dívida pública e quando continua vendendo ações da PDVSA.

Fonte da Imagem: https://goo.gl/gE8iYB

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