REFORMA DA PREVIDÊNCIA E ELEIÇÕES 2018

A ampliação da condenação do ex-presidente faz parte da estratégia da de enfraquecer sua candidatura perante as candidaturas de direita e extrema direita. Além da acusação de corrupção no caso do Triplex do Guarujá, pesa contra Lula mais seis processos de corrupção. As delações premiadas dos executivos da Odebrecht e demonstram a natureza corrupta de toda estrutura que fundamenta a sociedade burguesa, em que nada escapa da acusação suborno e roubo. No entanto, a classe empresarial e política tentam blindar o governo Temer, para isso foram investidos mais de 30 bilhões de reais na compra do silêncio dos parlamentares no ano passado.

O governo Temer demonstra urgência em atacar os direitos dos e aprofundar as desigualdades sociais no país, para isso conta com irrestrito apoio do aparato jurídico da burguesia. Nesse processo, o governo trabalha na perspectiva de constituir um candidato para a sucessão presidencial que represente a linha política de continuidade das reformas que ataca direitos dos e entrega o patrimônio nacional às empresas internacionais, privatizando mais de 57 empresas estatais e bens públicos.

A aprovação da contrarreforma da constitui-se como marco fundamental para fortalecer o bloco político constituído em torno do príncipe da corrupção (Michel Temer). A liberação de verbas para as emendas parlamentares deve estar subordinada aos ministérios controlados pelos partidos aliados do governo, em que os recursos economizados com a contrarreforma da Previdência devem ser objeto de barganha política com governadores, prefeitos, deputados e senadores, da mesma maneira que fez Maurício Macri na Argentina.

A liberação de verbas para parlamentares, como Cristiane (PTB-RJ), deverá cumprir papel decisivo na correlação de forças necessárias para constituição duma candidatura consensual, haja vista que subsiste maior entrave às doações empresariais no processo eleitoral de 2018. Evidentemente que este expediente não deve em nada entravar a presença do poderio econômico no jogo de carta marcadas que constitui a estrutura eleitoral da burguesia.

O denominado candidato do centro que deve enfrentar e Lula tudo indica que deve emergir do Planalto, para isso não faltam recursos no sentido de liberar verbas para que os parlamentares aprovem medidas contra os trabalhadores e recursos para comprar os meios de comunicação no sentido de possam realizar com afinco as tarefas que mais gostam de fazer: iludir os trabalhadores defendendo os interesses do capital nacional e transnacional.

 

Fonte da Imagem: https://goo.gl/tFRKNy

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