UM TERÇO DOS BRASILEIROS PRETENDEM ANULAR O VOTO

Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, entre 29 e 30 de janeiro de 2018, um em cada três pretende anular o voto nas próximas eleições presidenciais. Os entrevistados apontam que não votam em nenhum dos candidatos da : Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (sem partido), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos), Manuela d’Ávila (PCdoB), Fernando Collor (PTC), Jacques Wagner (PT), Henrique Meirelles (PSD), Guilherme Boulos (sem partido) etc. O campeão na resistência de votos é Jair Bolsonaro. O candidato fascista (integralista) da , que está disposto a intensificar a repressão contra os povos indígenas, contra os pobres nas periferias, contra os comunistas e socialistas etc., possui 20% da rejeição popular.

Folha faz questão de não destacar liderança de Lula na manchete. Prefere induzir o leitor a crer que ele já está fora

Isso representa um crescimento expressivo dos votos nulos e brancos, pois nas eleições de 2014, eles não passavam dos 10%, ou seja, triplicou o número de votos nulos e brancos em 2018. Isso sem contar o número dos eleitores que pretendem se abster do pleito eleitoral. A forma como o parlamento burguês (executivo e legislativo) tem implementado as medidas e reformas contra os serve para fortalecer a desilusão das massas com a democracia burguesa e denominado estado de direito. A justiça demonstra claramente que é justiça dos ricos contra os pobres, da burguesia contra os .

É preciso entender que o descrédito não é somente com os políticos e os partidos da burguesia, mas com as instituições burguesas, com a farsa da democracia burguesa. Um terço da não deposita esperança que as coisas possam ser alteradas pela mediação do parlamento burguês e do aparato jurídico burguês controlado pelo poder econômico. Parece claro que o parlamento burguês e as instituições burguesas existem apenas para assegurar a dominação do capital contra o trabalho.

A pesquisa do Datafolha serve para confirmar a pesquisa realizada pelo Ibope, que apontava anteriormente que 18% dos eleitores brasileiros estavam dispostos a anular o voto independente da participação de Lula. Com Lula ou sem Lula, os brasileiros não acreditam que as coisas possam melhorar pela via eleitoral, pois quem manda nas eleições é o poder econômico. E o Tribunal Eleitoral ignora a compra de votos e o abuso do poder econômico. O Tribunal Eleitoral é o tribunal dos ricos contra os pobres.

A diarista Elizangela Santos, moradora do Recife, afirma que vai votar nulo caso o ex- Lula não seja candidato | Foto: Heudes Regis/BBC Foto: BBCBrasil.com

Parece claro que as eleições se constituem como uma farsa para justificar o controle da burguesia sobre os trabalhadores. Quem manda nas eleições é o poder econômico. A configuração do Congresso Nacional confirma que o poder econômico domina o parlamento. A bancada ruralista possui 198 deputados federais, os empresários têm 226 deputados, as empreiteiras e construtoras possuem 226. O número ultrapassa a quantidade de congressistas, porque um mesmo parlamentar pode defender os interesses da burguesia agrária, da burguesia industrial e da burguesia financeira. As bancadas da “bala, do boi e da Bíblia” atuam juntas na defesa dos interesses das distintas burguesias. Nesse aspecto, a bancada da bala tem 275 parlamentares; a ruralista tem 198 parlamentares e a evangélica possui 74 parlamentares. No parlamento da burguesia se destaca a completa ausência de representante indígenas e de raríssimos defensores dos trabalhadores e dos direitos humanos.

Parece claro para mais de 32% dos eleitores, que declaram que vão votar nulo e branco, que o parlamento não vai alterar nada, o parlamento é um jogo de cartas marcadas. Somente a luta altera a vida. É preciso reorganizar a e superar as organizações de esquerda que alimenta a ilusão de reformar pela mediação da conquista do Estado burguês.

Fonte Imagem: https://goo.gl/ZQWRqV

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