GREVE OPERÁRIA NA ALEMANHA

Mais de 300 mil (complexo metalúrgico e setor de automóveis) entraram em greve exigindo redução da jornada de trabalho na Alemanha em dois dias de paralisação. A greve envolveu mais de 250 empresas, entre elas se encontram empresas como Daimler, Porsche, Siemens, MAN, Thyssen, Gesamtmettall, BMW, Airbus, Audi, Mercedes, Volkswagen, Bosch etc. As aconteceram na Renânia do Norte-Vestfália, Bremem. Hamburgo, Baixa Saxônia, Baviera etc. O sindicato da categoria, IG Metal, representa mais de 2,3 milhões de operários e constitui-se como maior .

Os em greve exigem 6,8% de salarial e redução da jornada de trabalho semanal de 35 horas para 28 horas. Os buscam através da greve recuperar as concessões feitas ao capital com a crise de 2008, em que os salários foram reduzidos e os direitos dos foram afetados. A precarização e o trabalho informal, oficializada com a reforma trabalhista, serviram para recuperar a dos capitalistas e intensificou a .

Os trabalhadores observam que somente pela greve podem barrar o aumento substancial do trabalho precário e da redução dos salários iniciada com a reforma trabalhista. Por isso que IG Metal, sindicato das empresas metalúrgicas e de engenharia da Alemanha, convocou a categoria para uma greve de 48 horas, haja vista o fracasso da quarta rodada de negociação com a do complexo industrial.

O sindicato tem um histórico de luta. Isso pode ser observado no movimento paredista realizado, em 1984, que permitiu a redução da jornada de trabalho de 40 horas para 35 horas semanais. Como as empresas do complexo siderúrgicos estão lucrando cada vez mais, os trabalhadores entendem que tem direito à redução da jornada de trabalho para poderem se dedicar aos filhos e demais atividades.

Os patrões tentaram coibir o movimento paredista, realizado na primeira semana de fevereiro de 2018, apelando para o aparato jurídico, tentando criminalizar as manifestações e exigindo indenização pelos prejuízos promovidos pela greve de 48 horas.

O desenvolvimento das forças produtivas deveria ter diminuído o tempo de trabalho dos operários; no entanto, não pode reduzir o tempo de trabalho, porque ele se alimenta da ampliação da expropriação do tempo de trabalho excedente e da intensificação da exploração do tempo de trabalho necessário dos trabalhadores. A greve é única arma que os operários possuem para assegurar a diminuição da jornada de trabalho sem redução de salários e dos direitos conquistados. Os operários alemães estão corretos quando lutam pela redução da jornada de trabalho com reajuste salarial.

 

Fonte da Imagem:

https://goo.gl/dyWyFU

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